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Seminário da Sespa fortalece as atividades de prevenção e combate à sífilis congênita

Por Mozart Lira (SESPA)
20/10/2023 15h24

O terceiro sábado de outubro é dedicado à mobilizações pelo Dia Nacional de Combate à Sífilis Adquirida, Sífilis em Gestante e à Sífilis Congênita. Em alusão à data, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) encerrou, nesta sexta-feira (20), no auditório de sua sede em Belém, dois dias do I Seminário sobre a Política para Controle e Eliminação da Sífilis Congênita no Pará, voltado para profissionais de saúde dos 13 Centros Regionais de Saúde com o objetivo de reforçar que a doença tem tratamento gratuito, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), bem como teste rápido.

Para evitar a transmissão da doença para o bebê, a gestante deve ser diagnosticada e tratada adequadamente, bem como sua parceria sexual. A realização do teste diagnóstico da sífilis deve ser ofertada em pelo menos dois momentos: na primeira consulta de pré-natal e no início do terceiro trimestre da gestação. “O único tratamento eficaz para sífilis na gestante é o tratamento com a benzilpenicilina (benzetacil), que deve ser iniciado até 30 dias antes do parto”, salientou o secretário adjunto de Políticas de Saúde, Sipriano Ferraz, durante a abertura das atividades do Seminário. 

Os recém-nascidos de gestantes com sífilis não tratada ou tratada inadequadamente durante o pré-natal, que não forem criteriosamente definidos como caso de sífilis congênita na maternidade, podem desenvolver problemas graves, tais como, neurológicos. É importante ressaltar que não há vacina contra a sífilis e a infecção não produz imunidade protetora. Logo, as pessoas podem ser reinfectadas. Por isso a importância de realizar o acompanhamento pré-natal. 

Estatística - Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, informam que em 2022 foram notificados no Pará 3.185 casos de sífilis adquirida, 3.864 de sífilis em gestante e 1.278 de sífilis congênita. Os dados preliminares para este ano, atualizados até 06 de outubro, mostram que foram registrados 2.670 casos de sífilis adquirida, 2.507 de sífilis em gestante e 709 casos de sífilis congênita (SC).

Durante o seminário, a técnica de referência em sífilis da Coordenação Estadual de IST/Aids da Sespa, a farmacêutica Charliana Aragão Damasceno, destacou ainda que a gestante diagnosticada com sífilis deve ser acompanhada durante toda a gravidez, assim como suas parcerias sexuais, para evitar a reinfecção após o tratamento da gestante. “Tanto as crianças com sífilis congênita ou exposta à sífilis devem ser acompanhadas obrigatoriamente na puericultura por 24 meses”, relatou. 

Nesse sentido, Charliana destacou também as iniciativas tomadas pela Sespa para o enfrentamento da doença, ao citar que a Coordenação Estadual de IST/Aids desenvolveu a partir de 2022 o “Plano Estadual para o Controle e Eliminação da Transmissão Vertical da Sífilis Congênita no Estado do Pará”, que vem promovendo ações de educação continuada para os profissionais envolvidos na linha de cuidado da transmissão vertical da sífilis, além de realizar a integração entre a vigilância e atenção primária em saúde, promovendo a qualificação dos processos de cuidado e monitoramento dos casos notificados.  

O plano envolve capacitações dos profissionais de saúde da Atenção Básica, Maternidades, CTA/SAE dos municípios que compõem os 13 Centros Regionais de Saúde, quanto às atualizações dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis – PCDT, os quais possuem atualizações periódicas. Além, da instituição dos Grupos de Trabalho municipais.

Neste ano, 49 municípios instituíram por Portaria o GT de Investigação da Transmissão Vertical e Prevenção da Mortalidade, responsáveis por discutir os casos de transmissão vertical as sífilis, HIV e hepatites virais, bem como, construir suas notas informativas com os fluxogramas da linha de cuidado da transmissão vertical da sífilis. 

Entre outras ações, a Sespa também realiza a distribuição de teste rápido para a rede de atenção à saúde do Estado, objetivando a detecção precoce, assim como a Benzilpenicilina aos serviços, em favor do manejo clínico e do tratamento adequado do caso. 

De forma contínua, a secretaria segue atuando no Programa Território pela Paz (TerPaz), levando a testagem rápida de sífilis, além do HIV e hepatites virais, encaminhando para rede de atenção em saúde para realizar tratamento e monitoramento. 

A Sespa orienta que a pessoa pode fazer o teste gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em um dos 80 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) e em 31 Serviços de Assistência Especializada (SAE) em HIV/Aids existentes no Pará, que são vinculados às Secretarias Municipais de Saúde. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento para facilitar a correta interpretação do resultado pelo usuário.

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