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Ophir Loyola apresenta resultados de projeto com Hospital Sírio-Libanês

Implementado na instituição referência em tratamento oncológico de alta complexidade, projeto de intervenção impactou serviço e aprimorou o cuidado ofertado aos usuários do SUS

Por Ellyson Ramos (HOL)
19/10/2023 18h08

O auditório Luiz Geolás de Moura Carvalho, do Hospital Ophir Loyola (HOL), em Belém, recebeu, nesta quinta-feira (19), especializandos dos cursos de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (DGPSUS). A iniciativa é conduzida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com instituições brasileiras que buscam contribuir com a capacitação de profissionais, além da qualificação dos programas de residência em saúde e da preceptoria de residentes e graduandos.

Compuseram a mesa de honra do evento, o diretor-geral do HOL, João de Deus; a representante da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa), Carla Mello; o diretor-geral da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), Raimundo Arias; e a representante do Hospital Sírio-Libanês, Aline Telles, gestora de projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Baseadas no contexto hospitalar no qual os especializandos estão inseridos, os cursos do projeto DGPSUS instigam a implantação de iniciativas educacionais e intervenções positivas nas instituições. No HOL, profissionais idealizaram e implementaram o projeto “Identificação do paciente: o primeiro passo para uma assistência segura”.

“O HOL é um Centro de Alta Complexidade em Oncologia para o paciente adulto. Somos referência nos 144 municípios, pois executamos o tratamento de casos raros de pacientes oncológicos. O nosso ambulatório atende, em média, 700 pacientes por dia e para a execução do projeto envolvemos diversos setores e estabelecemos um pacto interno, visando melhorias a partir da identificação do usuário”, recordou a enfermeira oncológica Samanta Miranda.

Além de Samanta, integraram o projeto o cirurgião oncológico do HOL, Alessandro França; a coordenadora do Centro de Suporte de Enfermagem, Eliete Morais; a coordenadora da Divisão de Psicologia, Rivonilda Graim; e a coordenadora de Planejamento, Rosilene Lima.

Ressaltando as metas de segurança do paciente, o projeto dos servidores do Ophir Loyola buscava o cumprimento da primeira meta internacional de segurança do paciente, a identificação correta. Uma atitude que pode parecer simples, mas que para os pós-graduandos, gerou impactos positivos em vários ambientes da instituição.

“O projeto nos mostrou que podemos começar com atitudes pequenas e obter um efeito grandioso. Lidamos com ciclos de melhorias, nos desprendemos de reuniões em auditórios e levamos o ‘brainstorm’ (técnica utilizada para instigar formação de ideias e soluções) às áreas assistenciais. Nas salas de cirurgias, por exemplo, os profissionais puderam pensar juntos em diferentes ações de melhorias”, contou a assessora da diretoria-geral.

Utilizando linguagens verbal e não verbal, os servidores traçaram ações de identificação, com verificações recorrentes junto aos setores. “O que era algo simples foi tomando proporções maiores e começamos a observar até reformas nos ambientes, o que mudou a qualidade dos cenários e aumentou a produtividade das equipes. Na sala de pequenas cirurgias, a identificação contribuiu para zerarmos a fila das cirurgias reparadoras de lesões de pele de baixa e média complexidade”, ressaltou Samanta.

O DGPSUS é realizado por meio da parceria entre o Ministério da Saúde, Ministério da Educação e HSL. “O objetivo do projeto é oportunizar um momento para pensarmos estratégias e estamos aqui para pactuar projetos que deram certo e que contribuem para a saúde do município, do Estado e do País. O conhecimento muda pessoas e as pessoas mudam o sistema de saúde. Parabéns a todos”, discursou a representante do hospital paulista.

Na oportunidade, os coordenadores congratularam gestores, facilitadores e especializandos pela articulação, apoio, sustentabilidade e envolvimento nas ações. Além dos resultados do projeto do HOL, os presentes puderam acompanhar mesas de discussão e a apresentação de especializandos de outras instituições, como a Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), que também pontuou melhorias com a implementação de uma plataforma digital como ferramenta de educação permanente em metas de segurança do paciente.

Parabenizando a parceria existente com o Sírio-Libanês, o diretor-geral do HOL relembrou iniciativas conjuntas bem-sucedidas. “Por acreditarmos na força das duas instituições, implementamos no HOL projetos como o ‘Lean Nas Emergências’, que se mostrou de grande valia e que já avança para outros setores do hospital. Nós também acreditamos nos resultados do DGPSUS, um projeto impactante. Enquanto gestor, me comprometo em compactuar com ações que transformam o dia a dia de pacientes e de profissionais da saúde atuantes no SUS”, afirmou João de Deus.

Monitoramento - Doutora em enfermagem pela Universidade de São Paulo, Inahiá Pinhel é facilitadora de aprendizagem do Hospital Sírio-Libanês. No Pará, ela gerencia a especialização em Qualidade e Segurança do Cuidado em Saúde no SUS (QSUS).

“O DGPSUS começou com negociações do Sírio-Libanês junto às instituições que buscam a mudança de realidade. Em 2021 nós, facilitadoras de aprendizagem, viemos para a região para firmar um pacto pela saúde. O Ophir Loyola abraçou o projeto e, com parceiros, firmamos alianças importantes para a Saúde do Pará. Sinto muito orgulho por viver os avanços pessoais e profissionais de cada um. A intervenção promove mudanças significativas e estou muito satisfeita com os resultados e feliz com o acolhimento dos paraenses”, disse Inahiá.

Além do QSUS, o DGPSUS promove especializações em Educação na Saúde para Preceptores no SUS (PSUS) e em Gestão de Programas de Residência em Saúde no SUS (GPRS).

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